domingo, 17 de julho de 2011

A fruta redonda e verde

    — Eu queria ter o mesmo tanto de esperança quanto você Althea. — Disse Zeriel.
    — Por que? — Perguntou Althea.
    — Porque para sairmos daqui, precisaremos de uma orbe mágica, alguém ai sabe fazer uma orbe mágica? — Perguntou Zeriel.
    Todos ficaram se olhando, esperando que alguém falasse que sabia fazer uma orbe mágica, mas ninguém sabia fazer.
    — Ótimo estamos presos até acharmos uma orbe mágica — Disse Zeriel.
    — Então, já que estamos presos aqui, o que acham de sobreviver? — Perguntou Hameth — Estou com fome poxa, não sei se aqui tem noite, mas precisaremos de algum abrigo gente. — Disse Hameth.
    — Eu pego madeiras para fazer o fogo! — Disse Joon.
    — Eu faço o fogo! — Disse Albert.
    — Eu vou ficar no alto desta árvore, vendo todos vocês, se precisarem de qualquer coisa soltem qualquer magia que chame atenção para o alto para que eu teleporte para perto. — Disse Zeriel.
    — Eu ajeito um local com as árvores para ficarmos! — Disse Danielle.
    — Eu trago a água para perto de onde vamos ficar. — Disse Althea.
    — Eu fico aqui esperando vocês... — Disse Hameth.
    — O QUÊ? — Disse Joon. — ENQUANTO ESTAMOS TRABALHANDO DURO VOCÊ VAI FICAR AQUI SENTADO?
    — E você quer que eu faça o quê? — Perguntou Hameth.
    — Caçar algo pra gente comer. — Disse Joon.
    — Não tinha pensado nisso... Certo, vou caçar! — Disse Hameth.
    Danielle conjurou uma magia que fez com que brotasse da terra uma grande caverna de madeira e folhas como camuflagem, Althea conjurou uma magia e fez com que dentro da caverna, tivesse a água mais limpa que possa existir, de uma forma como se fosse um pequeno lago, para ninguém morrer de sede. Joon se revestiu com gelo para ter bastante força e pegar as madeiras sem problema e trouxe para dentro da caverna, Albert fez um quadrado de chamas, e as madeiras começaram a queimar.
    Enquanto isso, Hameth estava procurando algum animal para caçar, ele não sabia o que tinha na outra dimensão, até agora eles só viram todos aqueles esqueletos, e nenhum ser vivo, até que Hameth avistou uma planta baixa, esquisita, o seu tronco era dividido em duas partes, um semi-círculo, e uma parte reta, em comparação com as outras árvores, ela era bem menor, e não emitia luz, ela tinha folhas do estilo de samambaias, e tinha várias frutas verdes nela, Hameth nunca tinha visto tal tipo de fruta em sua dimensão, então ele pensou: "Hum... Já que é uma fruta, e a Danielle é uma maga da terra, então vou levar essas frutas comigo para ela analisar se podemos nos alimentar com elas..."
    Para conseguir levar frutas para todas as pessoas, Hameth criou um saco de magia negra, e colocou uma dúzia de frutas dentro do saco, duas frutas para cada pessoa, ele não gosta de carregar peso, então ele conjurou uma magia para que o saco e as frutas ficassem pequenas, que dessem para guardar no bolso, e depois ele conjurava uma magia para voltar ao normal. Além das frutas, Hameth queria trazer algum animal, para eles assarem e comer a carne, mas ele até agora não viu nenhum sinal de vida.
    Hameth chegou à caverna de madeira feita por Danielle, sem nada aparentemente em mãos, então Zeriel desceu lá de cima e perguntou:
    — O que ouve? Onde está o animal para comermos?
    — Eu não achei animal algum — Disse Hameth.
    — Ótimo vamos morrer de fome. — Exclamou Althea.
    — Não, calma... — Disse Hameth.
    — Então você trouxe o quê? Frutas? — Perguntou Danielle.
    — Sim, eu trouxe um dúzia de frutas para que você possa analisar se são comestíveis ou não. — Disse Hameth.
    — Sim, mas cadê as frutas? — Perguntou Danielle.
    — Aqui... — Disse Hameth, tirando de seu bolso, um pequeno saco de magia negra, disse algumas palavras e aumentou-o para o tamanho real de volta — Veja se da para comer...
    — Certo... Me dê uma. — Disse Danielle.
    Danielle pegou a fruta e falou: "— Bunseong... Peso: 148 gramas, peso calórico: 0,45 calorias por grama, 1,5 gramas de fibras, polpa de cor verde, casca de cor verde, madura, rico em vitamina B1, B2 e vitamina E, sem nenhum tipo de semente. Nossa, é uma fruta ótima e comestível." Ao dizer isso, Danielle deu uma mordida, sendo a primeira ao provar a fruta, ela fez cara ruim mas disse: "Nossa, essa fruta tem um sabor amargo, mas um amargo gostoso, prova ai..." Hameth pegou a fruta, comeu e disse:
    — Realmente é um sabor muito forte, mas é gostoso, da para nos alimentarmos com isso enquanto não encontramos outra fonte de alimento.
    — Vamos dar um nome para a fruta? — Disse Danielle.
    — Verdamarga? — Palpitou Zeriel.
    — Daonde tu tirou isso? — Perguntou Danielle.
    — A fruta é verde e é amarga... — Disse Zeriel.
    — Seu sem criatividade. — Disse Althea com cara de "me poupe".
    — Leeze? — Palpitou Hameth.
    — Leeze? Limão azedo? — Perguntou Danielle.
    — Sim. — Disse Hameth.
    — Não... Muito estranho. — Disse Danielle.
    — Azedus! — Disse Danielle. — Todos concordam?
    — Sim. — Disse Hameth.
    — É pode ser... — Disse Zeriel, Althea e Joon.
    Todos se alimentaram pela fruta, e como até agora não descansaram, estavam muito cansados, então eles foram dormir. Albert perguntou:
    — Vai precisar ainda do fogo?
    — Acende ai, não sabemos se as árvores vão parar de emitir luz e calor algum tempo.
    Então eles dormiram em volta de folhas para amortecer o chão um pouco duro, em volta da fogueira. Depois de um tempo as árvores pararam de emitir luz, Danielle acordou porque a fogueira tinha apagado, ela estava morrendo de frio, ela acordou Albert e falou:
    — A fogueira está apagada, você poderia acender ela de novo?
    — Claro. — Disse Albert com cara de sono.
    Albert conjurou uma simples magia de bola de fogo, que nunca falharia, mas por incrível que pareça a magia não funcionou, ele tentou até três tipos de magias diferentes e não aconteceu nada, então Danielle perguntou:
    — Está tudo bem Albert?
    — Não, eu não consigo fazer nenhuma magia de fogo.
    — Como assim?
    — Não sei, tenta fazer algum poder seu.
    Danielle conjurou uma simples magia de controle da terra, e funcionou, ela levitou a terra.
    — Só são os seus poderes Albert... — Disse Danielle.
    — Humpft, o que está acontecendo? — Disse Zeriel.
    — Os poderes do Albert não estão funcionando. — Disse Danielle.
    Zeriel conjura uma magia de aumentar a chance da magia não falhar na conjuração em Albert.
    — Vai, tenta de novo. — Disse Zeriel.
    Albert tentou fazer outra magia de fogo, e não aconteceu nada.
    — Droga. — Disse Albert.
    — Calma Albert, eu acho melhor esperarmos algum tempo para vermos o que aconteceu com o meio onde estamos. — Disse Zeriel.
    — É mesmo, está tudo escuro, as árvores pararam de emitir luz. — Disse Danielle.
    — E você não sabe nenhum motivo disso Danielle? — Disse Zeriel.
    — Quando eu conjuro uma magia que faz com que as árvores "falem" comigo, as árvores daqui não falam. — Disse Danielle.
    — Tenso. — Disse Zeriel.
    — Pessoal... Vamos acordar todo mundo para nos esconder, estão vindo esqueletos em nossa direção. — Disse Albert.
    — Nossa é mesmo. — Disse Zeriel com os olhos arregalados.
    Danielle acordou Althea, Zeriel acordou Hameth e Albert acordou Joon. Danielle, Zeriel e Albert, contaram para Althea, Hameth e Joon sobre os esqueletos, e Hameth disse:
    — Vou conjurar uma magia para deixar todos nós invisíveis.
    — Não seria muito arriscado uma magia tão forte assim? — Perguntou Zeriel.
    — Sim, vou precisar de sua ajuda, aumente a regeneração do meu espírito, e aumente o meu espírito também. — Disse Hameth.
    — Certo. — Concordou Zeriel.
    Hameth e Zeriel conjurarão suas magias enquanto os esqueletos estavam chegando muito perto da caverna de madeira que Danielle fez. Assim que os esqueletos iam olhar para eles, Hameth conseguiu terminar a conjuração, e todos ficaram invisíveis, um dos esqueletos falou:
    — Nada... estranho, Agmath disse que encontraríamos as seis pessoas para o sacrifício aqui. Enfim, vamos embora.
    Os esqueletos saíram, as árvores voltaram a brilhar, todos voltaram a ser visíveis, Hameth caiu no chão.
    — HAMETH! — Gritou Danielle.
    — Calma, só estou cansado, foi muito esforço mental. — Disse Hameth.
    — O esqueleto falou vocês viram gente? — Disse Althea.
    — Ele falou o nome de um cara, um tal de Agmade... — Disse Joon.
    — É Agmath. — Disse Hameth.
    — Isso! — Exclamou Zeriel.
    — Quem será esse tal Agmath? — Perguntou Danielle.
    — Coisa boa é que não é, acho melhor sairmos daqui enquanto temos tempo, ele sabe que estamos aqui. — Disse Zeriel.
    — Temos que ir agora, mas eu estou muito cansado. — Perguntou Hameth.
    — Eu me congelo e te levo, sem problema. — Disse Joon.
    — Valeu. — Disse Hameth.
    Então Joon se congelou, aumentando muito a sua força, e levou Hameth nos braços, pois ele deixou seis pessoas invisíveis, foi por pouco tempo, mas isso teve um grande esforço mental. Danielle falou:
    — Vamos procurar algum local escondido, para que eu não possa fazer nenhuma alteração no ambiente, talvez tenha sido assim que perceberam a nossa localização.
    — Mas aonde? — Perguntou Zeriel.
    — Não sei, vamos ter que andar até encontrar. — Disse Danielle.
    — Pelo menos agora já sabemos que se os esqueletos se aproximarem, as árvores param de brilhar. — Disse Althea.
    — Um ponto a mais pra gente. — Disse Joon.
    — Idiota. — Disse Hameth.
    — Ei! eu estou te carregando nos braços. — Disse Joon.
    — E dai, eu te conheço, tu não vai me soltar. — Disse Hameth.
    — Chato. — Disse Joon.
    — Chega né gente, parem os dois. — Disse Zeriel.
    Eles continuaram procurando um lugar para ficar e Danielle estava se sentindo cada vez mais perto das árvores, como se ela agora estivesse começando a senti-las.
    Continua...

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